Jardim de infância

Neste espaço educativo, as crianças encontram um ambiente que lhes permite desenvolver a imaginação, a confiança, a vontade, indispensáveis nesta fase pré-escolar em que a experiência do mundo está ainda muito ligada ao seu próprio ser.

Neste Jardim de Infância, acreditamos que o melhor ambiente para a criança pequena se desenvolver é a atmosfera familiar onde a mãe cozinha, arruma, canta e cuida com amor. Por isso, pretendemos agir como uma familia em que os pais e educadores atuem em sintonia na tarefa de sentir e entender a criança, estabelecendo laços de confiança de modo a ajudá-la a desenvolver-se de forma integral e feliz.

O princípio básico é o da imitação: é o que a educadora faz, e sobretudo a forma como o faz, que atua decisivamente como aspeto formador. Evitam-se formas de autoridade exteriormente impostas (confronto e reprimenda direta), contribuindo desta forma para o fortalecimento da vontade da criança, permitindo um clima de segurança afetiva e criando uma relação de confiança e respeito mútuo.

 

Os ritmos da natureza – a noite e o dia, a contração e expansão do pulmão na respiração – são aplicados ao desenvolvimento da criança e à rotina diária do jardim de infância. As sequências repetem-se diariamente, mudando apenas o conteúdo das atividades (modelagem em cera de abelha, euritmia, fabrico de pão, pintura, limpeza e manutenção), sempre com a preocupação de não sobrecarregar as crianças.

Damos grande importância ao ritual das refeições que são preparadas tendo por base cereais integrais de cultura biológica com os quais se confecionam refeições ovo-lacto-vegetarianas. O momento das refeições é um momento de tranquilidade em que as crianças se sentam à volta da mesa enfeitada com elementos da natureza alusivos à estação do ano e cantam agradecendo a refeição.
Pontuando a passagem do tempo e acentuando o carater de cada estação do ano, as festas sobressaem como momentos especiais, reforçando o clima de alegria que se vive no jardim de infância, mostrando às crianças as sucessões sazonais, não de uma forma intelectual, mas através da vivência diária.